LOCAL:
Fitton Center - Cincinnati, Ohio
Capacidade: 250 pessoas
THEME SONG:
POSTER:
CARD:
**BML Rules: As lutas só podem ser ganhas por nocaute ou submissão**
Duel 1
3-Way Match
New Jack vs Big Kahuna Joe vs Finn Balor
"Três novos nomes ousam entrar no tumulto, três backgrounds diferentes, três estilos de luta distintos, porém apenas um pode sair daqui se dizendo vitorioso."
Duel 2
BML Rules
Jeff Hardy vs EC3
"Depois de aparecer na Game Changer Wrestling, Ethan Carter III finalmente da as caras no ambiente mais hostil que ele já pisou, e em sua estréia está um homem que precisa se recuperar, buscando se tornar um monstro para lutar contra os monstros deste mundo."
Duel 3
BML Rules
Bruiser Brody vs Katsuyori Shibata
"O aluno mais brilhante de Atsushi Onita herdou de seu mestre a habilidade de não ter medo de absolutamente ninguém, e desafiou para o ringue simplesmente uma das bestas mais perigosas da Big Mouth Loud."
Duel 4
BML Rules
Stan Hansen vs JTG
"Durante os eventos do The King of the Indies, JTG se frustou com sua eliminação e fez Stan Hansen pagar caro, lesionando sua perna. No show seguinte Hansen foi ao ringue sem se recuperar a tempo, o que acabou contribuindo no triunfo de JTG e Tyler Breeze. Agora, o cowboy mais bruto do mundo busca de uma vez por todas a sua vingança ao arrancar fora a cabeça de JTG."
Last Duel
ROH Pure Championship
Pure Rules
Bobby Gunns (C) vs Big Boss
***Permitidos no máximo 1700 caracteres (sem contar espaço)***
"No meio de sua guerra contra Jon Moxley e seus ideais, Big Boss busca derrubar mais um membro da Made in Heaven. Entretanto, ser apenas mais um degrau no caminho não esta nos planos de Bobby Gunns, que sem hesitação aceitou o desafio pelo seu cinturão."
LET'S ROCK!
PRAZO: ATÉ AS 23:59 HORAS DO DIA 4 DE JULHO (SÁBADO)








“ Mas que estrada filha da puta!” resmungou Jayson, também conhecido como JTG.
ResponderExcluirEra uma tranquila tarde de verão. O céu estava pintado por tons alaranjados e dourados enquanto o sol lentamente desaparecia no horizonte. Uma brisa suave atravessava os campos, carregando o cheiro da grama e da terra aquecida pelo calor do dia. Era um cenário completamente diferente daqueles aos quais a maioria estava acostumada. Não existiam arranha-céus cortando o horizonte. Nenhuma buzina ecoava pelas ruas congestionadas de Nova York ou Los Angeles.
E onde estava o homem do momento? O desafiante número um ao coração de sua fênix favorita. O indicado ao Billboard que, apesar da indicação, voltou para casa com absolutamente porra nenhuma. O homem cujo histórico de derrotas inesperadas já começava a competir seriamente com sua lista de vitórias. O sujeito que conseguiu a façanha de fazer até o AESPA recusar uma participação em seu álbum.
J-T-G.
Sim. Ele mesmo. O homem. O mito. A lenda.
Sentado tranquilamente atrás do volante de sua Hilux. Diferente dos dias habituais, cercados por carros luxuosos, festas extravagantes e uma quantidade questionável de ostentação, o motherfucker havia decidido viajar sozinho. Bom... quase sozinho. Ao seu lado estava seu fiel escudeiro, Pé de Pano, um bulldog tão absurdamente grande que parecia capaz de cair na porrada até com um mini-luchador.
Enquanto o cachorro ocupava o banco do passageiro com a dignidade de um rei medieval, JTG conduzia a caminhonete por uma estrada de chão, levantando nuvens de poeira atrás dos pneus. E tudo isso por causa de uma missão. Uma missão que, honestamente, começava a parecer uma das piores ideias da história da humanidade.
JTG: WHAT THE HELL AM I DOING?! Aqui não funciona nem a porra do 5G direito! Como diabos eu vou voltar pra casa? I'M GONNA BE FRESH MEAT pra alguma onça se continuar assim! Tudo havia começado naquela manhã. Como fazia religiosamente todos os dias, eu, JTG, havia aberto meu horóscopo. Afinal de contas, J-T-G IS A VIRGIN, OH YEAH. E a previsão do dia trazia uma mensagem aparentemente simples:
"Descubra coisas novas e se esforce. O amor irá recompensá-lo. ❤️"
Aquilo abalou meu mundo.
Seria um sinal do destino? Uma mensagem enviada pelos céus? Ou o universo finalmente estava me dizendo para parar de enrolar e começar a agir como um adulto funcional? Talvez trabalhar duro, construir uma família, financiar uma casa pelos próximos trinta e cinco anos e criar dois cachorros correndo pelo quintal? Fiquei encarando aquela frase durante vários minutos.
Holy shit...
Quanto mais eu olhava, mais parecia que aquela mensagem tinha sido escrita especificamente para mim. Como se alguma entidade cósmica tivesse acordado naquela manhã e pensado: "Sabem quem precisa desesperadamente de ajuda? Jayson."
Foi o suficiente. O suficiente para arrancar minhas gloriosas nádegas do sofá com a força de um foguete da NASA. Porque naquele momento eu não era J-T-G, eu era Jayson. Um homem. Um visionário. Um romântico. E então percebi uma verdade brutal. Saya-chan jamais iria me notar se eu continuasse vivendo exatamente da mesma forma. Eu precisava ir além. Precisava fazer algo grandioso. Algo memorável. Algo digno de uma história de amor. Se ela é a Fênix… Então I'M THE HAWK, BABY!
E foi exatamente esse raciocínio completamente questionável que me trouxe até aqui. No território inimigo. Tentando descobrir o ponto fraco de um homem que escolheu viver uma vida simples no campo. Uma vida que, sinceramente? Não tem absolutamente nada a ver comigo. Só aceitei essa ideia porque não fazia a menor ideia de como lidar com aquele caipira maluco. Especialmente depois que passei horas espionando seus hábitos naturais escondido numa moita igual um documentarista da Discovery Channel. O problema? O filho da puta me confundiu com um javali e quase atirou na minha cara com uma espingarda. Como diabos eu, J-T-G, vou derrotar um cara desses?!
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ExcluirPé de Pano apenas inclinou a cabeça, confuso, sem entender absolutamente nada. Porque, convenhamos, durante toda aquela viagem seu dono estava apenas falando sozinho como um completo lunático.
ExcluirJTG: No offense, man... Mas eu não quero ficar fazendo discurso clichê sobre Pro-Wrestling. A verdade? Eu tô pouco me fudendo pra luta livre. Isso é um esporte? Talvez. Mas pra mim é entretenimento. Só isso. Brother, eu comecei essa viagem porque meu horóscopo disse que eu precisava sair da zona de conforto pra conquistar uma japonesa. Você realmente acha que eu sou a pessoa certa pra falar sobre a pureza do Pro-Wrestling? Isso aqui é um hobby. Igual quando eu jogava Pokémon GO e saía andando igual um desgraçado atrás de um Dragonite. Eu prometi que iria me esforçar pela Saya-chan... mas essa merda toda já tá começando a me deixar de saco cheio.
Se eu pudesse voltar no tempo faria tudo de novo! Fuder a perna daquele velhote foi igual Beethoven escrevendo sua maior sinfonia. Foi lindo. Foi poético. Foi arte pura. Isso sim é diversão de verdade! Se ele tá atrás da minha cabeça? Honestamente, isso já não me importa mais. Minha ex tá correndo atrás de mim do mesmo jeito e eu ainda tô aqui vivo. Igual o Elvis. A real é que todo mundo sempre quer alguma coisa de mim. Uns querem me bater, outros querem me processar, outros querem me matar. E eu continuo aqui, bonito, cheiroso e absolutamente incomodando a existência de todo mundo.
Minha vitória? Ah, ela vai chegar de alguma forma. Como? Ainda não faço a menor ideia. Meu plano ainda não foi elaborado. A verdade é que essa parada de ser estrategista tá exigindo mais do meu QI do que eu gostaria de admitir. Mas isso não vai ficar assim... e aguarde, cópia barata do Luan Pereira. Porque quando tudo isso acabar, quando a poeira baixar e quando eu finalmente descobrir qual diabos é o meu plano... o seu chapéu será a única coisa que vai restar para contar a história.
“ Finalmente esse filho da puta calou a boca!” Pensou o Pé de Pano.
JTG
ONITA: Alô. Por que não apareceu para treinar hoje, merdinha?
ResponderExcluirKatsu: Tava ocupado.
ONITA: Ocupado?
Katsu; Ta surdo?
ONITA: Escuta aqui seu maldito, você se enfiou numa luta com um dos caras mais violentos dessa industria e acha que ta com tempo de ficar ocupado com outras coisas?
Katsu: Olha aqui, eu ja disse que to ocupado, falou? Eu vou aparecer la. Eu vou lutar com aquele barbudo maldito. Então não me enche a porra do saco. Não me liga mais hoje.
ONITA: Filho da puta.
A gravação se inicia em uma sala completamente vazia. No centro do ambiente, apenas uma única cadeira repousa sob um feixe de luz, enquanto o restante do local permanece envolto pela penumbra. Por alguns instantes, a câmera permanece fixa, enquadrando apenas a cadeira vazia.
ResponderExcluirO silêncio é quebrado pelo som de passos se aproximando.
Uma figura atravessa lentamente a escuridão até entrar no enquadramento. Vestindo seu habitual traje casual, complementado por sua clássica jaqueta de couro, Finn Bálor caminha sem demonstrar qualquer pressa. Seu olhar permanece fixo na câmera durante todo o trajeto, como se cada passo já fizesse parte daquilo que veio dizer.
Ao alcançar a cadeira, ele se acomoda calmamente. Cruza as pernas, apoia os braços sobre elas e, após alguns segundos encarando a lente, um discreto sorriso surge em seu rosto.
Finn Bálor: Existe algo curioso sobre primeiras impressões. As pessoas costumam dizer que elas definem tudo. Que um único momento é capaz de decidir como alguém será lembrado daqui em diante. Talvez seja por isso que eu tenha escolhido este lugar para aparecer pela primeira vez.
Heritage for the Future é um nome interessante, porque todo futuro nasce de um legado. Toda grande história começa com um momento capaz de separar aqueles que apenas passaram por um lugar... daqueles que fizeram aquele lugar mudar.
Hoje é a minha primeira noite na Big Mouth Loud, mas eu não vim até aqui para conhecer um novo ringue, um novo público ou uma nova empresa.
Eu vim porque todo legado precisa de um primeiro capítulo. E eu pretendo escrever o meu logo na primeira página.
E o curioso é que, para isso, foi colocado dois homens diante de mim. Dois caminhos completamente diferentes.
De um lado, Big Kahuna Joe. Um homem que construiu sua reputação através da força. Um competidor que entra em um ringue disposto a transformar qualquer luta numa guerra de desgaste. Alguém que acredita que, cedo ou tarde, todo adversário acaba cedendo diante do seu poder.
Você não é o tipo de homem que precisa levantar a voz para ser notado. Sua presença fala por si só. Cada passo, cada golpe, cada segundo dentro do ringue transmite a mesma mensagem: continuar lutando contra você significa aceitar que a dor vai aumentar a cada instante.
Foi assim que você construiu seu nome. Não através de promessas, mas obrigando seus adversários a descobrir, tarde demais, que a resistência deles sempre acabava antes da sua.
E é justamente por isso que tantos falham diante de você. Confundem paciência com lentidão. Confundem calma com vulnerabilidade. Eu não, porque eu sei exatamente o que esperar de Big Kahuna Joe.
Sei que, a cada golpe recebido, você continua avançando. Sei que você transforma o cansaço do seu adversário na sua maior oportunidade.
Você não precisa dominar os primeiros minutos de uma luta, você apenas espera. Espera até que alguém cometa um erro. Até que alguém desacelere por um segundo, até que alguém permita que você assuma o controle do combate. E, quando isso acontece, você nunca devolve essa liberdade. É isso que faz de você um adversário tão perigoso. Não é apenas a força, mas também a disciplina para saber exatamente quando usá-la. Todavia, existe um detalhe que talvez você ainda não tenha percebido.
A paciência é uma arma que nós dois carregamos. A diferença é que, enquanto você espera o momento para esmagar o seu adversário. Eu espero o momento para colocar o ponto final em uma luta, eu espero o instante que o jogo vira ao meu favor.
Eu passei tempo demais enfrentando homens como você para desperdiçar a oportunidade quando ela surgir.
É por isso que eu não encaro Big Kahuna Joe como um obstáculo. Eu o encaro como o primeiro teste daquilo que vim construir nesta empresa. Um teste difícil.
Um teste que muitos falhariam, mas um teste que eu pretendo superar. Porque, se o meu legado começa esta noite, nada faz mais sentido do que iniciá-lo derrotando um homem que construiu o seu da forma mais difícil que existe: dentro do ringue, uma luta de cada vez.
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ExcluirE do outro lado, New Jack.
ExcluirO completo oposto: Caos, violência, imprevisibilidade.
Um homem que nunca precisou seguir regras para causar destruição, porque sempre acreditou que o medo era sua maior arma.
Enquanto alguns entram em um combate tentando encontrar uma estratégia, você prefere destruir qualquer possibilidade de que uma estratégia exista.
Você transforma cadeiras, mesas, correntes, qualquer objeto ao seu redor, em uma extensão da própria luta. Você faz as pessoas acreditarem que não existe forma de se preparar para enfrentá-lo.
E talvez elas estejam certas, porque ninguém consegue prever o caos, mas existe uma diferença entre provocar o caos e saber sobreviver a ele.
É justamente aí que tantos falham diante de você. Eles acreditam que precisam compreender o caos para derrotá-lo.
Não precisam, porque o caos não foi feito para ser compreendido. Foi feito para consumir aqueles que perdem tempo tentando controlá-lo.
Você usa essa incerteza como uma arma. Eu a enxergo como uma distração.
Enquanto todos olham para aquilo que você é capaz de fazer. Eu observo aquilo que você inevitavelmente deixa de fazer e basta um único instante.
Porque, diferente da maioria, eu não preciso que uma luta siga um roteiro. Eu apenas preciso que o sino toque. Porque, quando ele tocar, todo o caos do mundo não será suficiente para impedir aquilo que vim fazer aqui.
Finn interrompe suas palavras. O silêncio toma conta da sala por alguns segundos. Sem desviar o olhar da câmera, ele apenas inclina levemente a cabeça para baixo.
No fim das contas, vocês percebem qual é o verdadeiro problema?
Vocês continuam olhando para esta luta como se ela existisse para descobrir quem é o homem mais perigoso dentro daquele ringue. Ela não existe.
Esta luta existe para responder uma única pergunta.
Quem será lembrado quando a noite terminar? Big Kahuna Joe já construiu o seu legado. New Jack fez o mesmo à sua maneira.
Mas eu...Eu ainda estou escrevendo o meu e não existe maneira melhor de iniciar uma nova história do que diante de dois homens que já provaram o próprio valor.
Porque, quando eu derrotar vocês, ninguém poderá dizer que o Prince precisou de tempo para encontrar o seu lugar nesta empresa. Ninguém poderá dizer que eu precisei de meses para mostrar quem eu sou.
Bastará uma única noite. Um único combate. Uma única vitória.
Heritage for the Future.
O nome nunca foi uma promessa. Foi um aviso.
Porque o futuro desta empresa começa no instante em que eu atravessar aquelas cortinas e, quando o sino tocar. Vocês deixarão de ser meus adversários.
Se tornarão a primeira página do legado que vim construir.
O primeiro capítulo... da era do Real Rock 'n' Rolla!
Finn permanece encarando a câmera por mais alguns instantes. Seu semblante continua inalterado, como se não houvesse mais nada a ser acrescentado, após um breve momento, ele apenas se levanta da cadeira.
Sem dizer mais uma palavra, vira as costas para a câmera e caminha em direção à escuridão, com a gravação sendo encerrada na sequência.
The Prinxe
Finn Balor
Pure, right?
ResponderExcluirEu nunca vi algo tão cômigo e trágico como esse "idealismo" que a corja da Made In Heaven acredita. Mox acha que está liderando uma equipe revolucionária, mas isso é patético e eu vou provar a minha tese derrubando todos desse grupo, um por um.
Bobby Gunns me surpreendeu em nem sequer hesitar pra aceitar meu desafio e eu deveria ficar muito impressionado com tanta coragem, mas a sua imaturidade me irrita, Bobby. Na minha perspectiva, você aceitar o meu desafio só prova que você é péssimo na gestão de carreira.
Eu acredito que, talvez, você tenha se esquecido de quem eu sou e do porquê me enfrentar sob as Pure Rules é pior pra você. Medalhista de ouro e frequentemente citado nas listas de melhor lutador técnico da história, será que isso não aciona um alerta dentro dessa sua cabeça oca?
Eu sou a estrutura de tudo isso, Bobby, eu sou a arte pura dessa indústria. Eu sou o teto que mantém vocês protegidos da chuva e o chão que vocês pisam. Não há vantagem nenhuma em tentar me privar de fazer alguma coisa dentro do ringue, afinal, eu ainda continuo sendo melhor do que você. Quando você estiver preso no Ankle Lock, chorando e pedindo pro Mox te salvar, a sua agonia vai ser como música pros meus ouvidos.
Quando eu pegar o seu título, você vai sentir um grande vazio e frustração, mas esse cinturão que você carrega não passa de um ativo que mudará de mãos pra servir a um propósito maior: o meu. A BML, como eu disse em minha chegada na empresa, será apenas minha e de mais ninguém.
Você achou que era o herói da história, Bobby, mas você é só dano colateral da minha ascensão. E é bom que você acredite no que eu digo, porque...
It's true. It's damn true.
Bis Boss.
Big Boss... o dono da boca... o peçanha da firma.
ResponderExcluir[Risada de fumante enquanto solta fumaça toxica de Chernobyl pelo nariz]
Quem falou que a MOUTH é tua, caba? Você de terninho, girando sua caneta brilhante, fala sobre lucro, mercado, oportunidades... Você fala da BML como se fosse o dianho de uma franquia de fast-food. Como se o pro-wrestling fosse só a desgraça de um smash de carne processada que você amassa numa chapa qualquer, enfia no meio de um pão seco e joga na bandeja: "Toma aqui teu hambúrguer, piá, passa pra cá o teu dinheiro".
Um produto plastificado. Fabricado em série. Seco, duro e... é... completamente sem ALMA. É exatamente isso. É... tô certo. [Cara de fumante confuso]
Você é um careca muito presunçoso, caba. Conhece a MANUAL, fellas? --- Você tem essa obsessão doentia com o Moxley, com a guerra contra os ideais dele. Você acha que vindo atrás da Made in Heaven, você vai virar o dono dessa espelunca toda. Mas você cometeu um erro primário de avaliação de mercado, "chefe". Você esqueceu de ler as letras miúdas no contrato do cinturão que tá no meu ombro.
Esse aqui é o ROH Pure Championship. [Fumante raivoso agora]
Sabe o que a palavra "Puro" significa, ou a sua careca brilhante tá tão enfiada no rego que esqueceu? Nós não vamos ter uma "operação lucrativa". Nós não vamos fazer uma reunião de conselho. Nós vamos lutar sob as Pure Rules. Tu vai enfrentar o campeão puro mais impuro da terra. CACETADA! É contraditório? Sim... mas você não sabe o que pode acontecer quando ta diante do REI DO MAÇO. É tipo entrar numa sala de cirurgia e dar de cara com o médico segurando um bisturi afiadíssimo, só que com as mãos imundas de graxa e fumando um cingarinho sem filtro bem em cima do teu peito aberto. A precisão tá ali, a técnica cirúrgica existe, mas a infecção, fellas... ah, a infecção vai ser suja, dolorosa e não tem plano de saúde da BML que cubra o estrago.
E fuma. [Risada de fumante]
Bobby Gunns
ResponderExcluirNunca achei que seria fácil, também não me interessava que fosse. Meu inicio nesta companhia tem sido, no mínimo, lastimável. Não se engane em pensar que isso será de qualquer maneira um fardo. Meu longo caminho até aqui foi pavimentado em meu sangue e suor. Continuarei batalhando, mesmo que custe meu corpo. Todos os riscos valem a pena quando não existe para onde voltar. Escolhi estar nesta empresa, e desde o primeiro dia em que pisei em seu ringue, prometi à mim mesmo que, vencendo ou perdendo, deixaria tudo de mim todas as vezes. Devo dizer, o caminho mais fácil seria me entregar, voltar aos gargalos de diversos whiskys que ainda me encaram na sala de minha casa, esperando que eu os seque. Mas, qual seria o objetivo em fazer isto? Quer dizer, continuaria mais homem que grande parte desse roster, mas ainda tenho algo a provar neste lugar. Tenho lutas a vencer, metas a serem cumpridas.
Enquanto estiver aqui, espero que se lembrem muito bem disso que estou falando. Estou cada vez mais forte. Cada vez mais inconsequente. Meu vicio se tornou o wrestling e esse tem me corroído a cada dia que passa. Ele demanda todas minhas forças e energia vital.
Jeff Hardy
Uma cadeira de ferro é posicionada por um homem de estatura forte e imponente no centro de uma sala qualquer. O homem se vira para a câmera que o grava e toma seu lugar na cadeira, se inclinando para trás e refletindo em sua face a luz no teto acima de sua cabeça. Ele respira fundo e inicia sua fala, sereno:
ResponderExcluirAs pessoas têm um hábito curioso neste negócio. Elas sentem uma necessidade quase patológica de colocar etiquetas em tudo. Precisam transformar cada lutador em um conceito fácil de compreender. Existe o estrategista. Existe o psicopata. Existe o revolucionário. Existe o prodígio. Existe o veterano. Existe o homem que representa o futuro e o homem que representa o passado. Quanto mais simples a definição, mais confortável o público se sente, porque pensar exige esforço, e esforço nunca foi exatamente o forte da maioria das pessoas que lotam essas arenas, principalmente em uma promotora cujo nome dá ênfase àqueles que falam demais... enfim, elas não querem compreender wrestling, mas consumir personagens. Querem acreditar que uma luta pode ser resumida em duas ou três frases de efeito, como se um homem pudesse ser reduzido a um apelido, uma alcunha ou uma estética. É exatamente por isso que passam tanto tempo discutindo quem é mais perigoso, quem possui mais legado, quem representa uma geração ou quem está escrevendo uma nova história. É uma discussão interessante... completamente inútil, mas interessante.
Enquanto vocês discutem narrativas, eu observo homens como Finn Bálor. Como New Jack. Dois nomes completamente diferentes, duas carreiras construídas sobre fundamentos completamente diferentes, mas dois homens presos ao mesmo erro. Um acredita que a própria carreira é uma história esperando pelo próximo capítulo. O outro acredita que violência é uma identidade suficiente para atravessar qualquer porta. Um deposita sua confiança na ideia de evolução. O outro deposita sua confiança na força bruta e provavelmente distúrbios mentais. Ambos querem mesmo é convencer alguém de alguma coisa. Eu não, NUNCA precisei convencer ninguém. Eu nunca precisei construir um personagem maior do que a minha capacidade dentro do ringue. Nunca precisei que acreditassem em mim antes da luta começar, porque depois que o sino toca, crença deixa de importar, e só restam fatos, e os fatos sempre favoreceram homens como eu. A diferença entre nós? Eu não sou o homem que constrói sua identidade em torno daquilo que faz, eu sou o cara que simplesmente faz aquilo que precisa ser feito. Vocês ainda precisam provar alguma coisa. Finn precisa provar que pertence ao topo mesmo agora. New Jack precisa provar que continua sendo capaz de provocar medo. Eu não preciso provar absolutamente nada. Eu entro em um ringue sabendo exatamente quem eu sou ao passo que vocês perdem tempo e gastam energia procurando reconhecimento. Eu busco somente controle. Enquanto vocês pensam na imagem que deixarão para trás, eu penso no homem que deixarei estendido no chão e cujos sonhos irei mandar pra vala.
Conforme se aproxima a minha estreia nessa companhia eu penso comigo muitas formas de alcançar o que quero e atingir quem vem ao meu encontro. Posso tirar sua confiança. Posso tirar seu equilíbrio. Posso tirar sua capacidade de respirar. Posso tirar sua vontade de continuar lutando. Todo o resto acontece como consequência, títulos, uma subida no card... É por isso que nunca me impressionei com homens que anunciam o próprio perigo. Perigo de verdade não faz propaganda e não precisa repetir quem é. Perigo de verdade entra em uma sala e muda completamente o comportamento de quem está dentro dela. Finn Bálor é um excelente competidor. New Jack construiu uma reputação que poucos tiveram coragem de desafiar. Muito bem, parabéns aos dois.
Mas existe uma pergunta que nenhum de vocês parece disposto a responder. O que acontece quando vocês encontram um destruidor que simplesmente não se importa com aquilo que representam? O que acontece quando o legado deixa de intimidar? Quando o caos deixa de surpreender? Quando toda a construção em torno do personagem desaparece e resta apenas um combate? A resposta sou eu. Porque eu nunca enxerguei adversários como símbolos, muito menos homens como mitos. Nunca enxerguei carreiras como intocáveis.
ExcluirEu enxergo articulações.
Respiração. Equilíbrio. Erros. Hesitação. Desespero. Vocês chamam isso de luta. Eu chamo de anatomia.
Todo homem possui um limite. Alguns desistem quando não conseguem mais respirar. Outros quando percebem que perderam o controle, quebram mentalmente antes mesmo que o corpo acompanhe. Eu passei minha carreira inteira aprendendo a identificar exatamente onde esse limite começa, e quando o encontro, não existe heroísmo, não existe legado e não existe violência caótica que seja suficiente para impedir o que vem a seguir. É justamente por isso que nunca aceitei essa conversa de que existem homens invencíveis neste negócio. Não existem. Todo homem cai. Todo homem sangra. Todo homem fracassa. A única diferença é quanto tempo demora, e vocês dois ainda carregam uma ilusão perigosa. Acreditam que esta Triple Threat existe para apresentar Big Kahuna Joe à Big Mouth Loud. Estão completamente enganados. Eu não preciso ser apresentado. A empresa é que será apresentada a mim, porque quando a Heritage for The Future terminar, ninguém estará discutindo qual dos três possuía o currículo mais impressionante, quem representa o passado ou o futuro. Os fãs não estarão discutindo quem escreveu o melhor capítulo ou quem causou mais destruição. Eles estarão discutindo apenas uma coisa: como um homem conseguiu entrar em uma empresa nova, olhar para dois nomes experientes e fazê-los parecer apenas mais dois caras comuns.
Vocês continuam preocupados em convencer o mundo de quem são, mesmo inconscientemente. Eu vou só lembrar o que acontece quando encontram alguém que não está interessado na merda da história de vocês, mas sim no fim dela, e quando eu tiver terminado, a BML vai sim conhecer o seu novo ponto de interesse, porque eu não cheguei para escrever um capítulo nesta história, mas para decidir como terminam as histórias dos outros... e as de vocês dois já acabaram no momento em que souberam que o adversário de vocês...
... é Big Kahuna Joe.
O lutador se retira de cena, abandonando a cadeira enquanto a luz se apaga e a gravação se encerra abruptamente.
BKJ
A BML gosta de se vender como o ambiente mais hostil do wrestling profissional. Um lugar onde homens entram para provar sua resistência, onde a violência é celebrada como virtude e onde o caos é tratado como uma espécie de religião. Eu ouvi tudo isso antes. Já vi homens se apresentarem como sobreviventes, como guerreiros, como criaturas moldadas pela dor. E toda vez a história termina da mesma forma. Eles transformam suas cicatrizes em identidade porque não possuem nada melhor para oferecer. Eles acreditam que sofrer os torna especiais. Acreditam que sangrar os torna perigosos. Acreditam que suportar mais dor do que o próximo homem os coloca acima dele. Mas a verdade é muito mais simples e muito mais cruel. Dor não cria grandeza. Sofrimento não cria grandeza. Violência não cria grandeza. Tudo isso apenas revela aquilo que você realmente é quando o conforto desaparece.
ResponderExcluirÉ por isso que minha chegada à BML não é apenas mais uma estreia. Não é apenas mais um nome aparecendo em mais uma empresa. Minha chegada é um lembrete. Um lembrete de que existe uma diferença entre um homem que passou por dificuldades e um homem que conquistou a si mesmo. Enquanto tantos outros passaram anos correndo atrás da aprovação de multidões, eu passei anos entendendo algo que eles jamais compreenderão. O maior adversário de um homem não está em um ringue. Não está sentado em um vestiário. Não está esperando por ele do outro lado da cortina. O maior adversário de um homem é a versão fracassada de si mesmo que ele aceita ser todos os dias. A maioria perde essa batalha. A maioria se acomoda. A maioria encontra desculpas. Eu não. Eu destruí minhas limitações e transformei disciplina em identidade, propósito em combustível.
E então colocam diante de mim um homem que busca recuperação. Um homem que acredita que precisa se tornar um monstro para enfrentar os monstros deste mundo. Eu quase sinto pena dessa mentalidade. Quase. Porque essa ideia de que monstros são a resposta é exatamente o motivo pelo qual tantas pessoas fracassam. Monstros são criaturas movidas por impulsos. São escravos da própria raiva, da própria fome e do próprio desespero. Eles não controlam o ambiente ao redor deles. Eles apenas reagem a ele. Eles atacam porque não conhecem outra linguagem. Eles destroem porque não sabem construir. E eu não passei a vida inteira construindo Ethan Carter III para ser comparado a monstros.
Você quer se tornar um monstro porque acredita que isso significa força. Eu não preciso me transformar em nada porque já alcancei aquilo que você ainda procura. Enquanto você busca uma nova identidade, eu aperfeiçoei a minha. Enquanto você tenta descobrir quem precisa ser, eu já me tornei tudo aquilo que um homem pode aspirar ser. Você está em uma jornada tentando encontrar respostas. Eu sou a resposta. Você está procurando propósito. Eu sou a personificação do propósito. Você está tentando se reconstruir a partir dos pedaços de quem foi. Eu jamais permiti que alguém me quebrasse.
ExcluirQuando entrar no ringue comigo, você vai perceber que toda essa narrativa sobre monstros, sobrevivência e recuperação não passa de uma forma elegante de esconder suas inseguranças. Porque no momento em que estiver diante de mim, você não estará olhando para um homem mais forte, mais rápido ou mais agressivo. Você estará olhando para algo muito mais raro. Estará olhando para um homem que sabe exatamente quem é. Um homem que não busca aprovação. Um homem que não procura validação. Um homem que não precisa da multidão para dizer seu valor. Eu sou a prova viva de que controle sempre será superior ao caos, de que disciplina sempre será superior à violência e de que propósito sempre será superior ao desespero.
Então venha para minha estreia carregando toda sua dor, toda sua raiva, todas as suas cicatrizes e todas as histórias que você conta para si mesmo antes de dormir. Traga cada pedaço da pessoa que você foi e cada sonho da pessoa que deseja se tornar. Porque quando a luta acabar, nada disso terá importância. Você continuará procurando algo que eu já encontrei há muito tempo. E essa é a verdadeira diferença entre nós. Você ainda está tentando descobrir seu destino.
Eu sou Ethan Carter III.
[Estamos de volta ao Rancho de Stan Hansen. Ele senta em sua poltrona no lado de fora, cerveja em mão e camisa branca no corpo.]
ResponderExcluirEu normalmente não gosto de perder o meu tempo com essas bobagens, mas é parte do trabalho então aqui estou. Estão sendo dias quentes, um dos piores verões que me lembro, mas já estou aqui há tempo demais para lembrar perfeitamente.
As pessoas sempre me perguntaram muitas coisas, muitas delas eu nunca respondi por meio das palavras, prefiro sempre deixar claro àquilo que penso e sinto por meio dos meus atos.
Eu aprendi isso com meu pai. Quando eu era um jovem e tinha minhas dúvidas era ele quem me respondia. Seja com palavras, tapas ou lições, ele sempre tinha um ensinamento a passar e agora eu vejo isso quando penso nos meus filhos.
Eu estou velho agora. Meu corpo não se recupera como antes, eu não tenho a mesma velocidade ou a mesma força. Esse é o Tempo, assim que as coisas sempre funcionaram e vão continuar funcionando.
Eu vi tantos garotos passarem por essa indústria. Eles entram, se sentem donos do mundo e saem como funcionários. Covardes e fracos, o Tempo também faz questão de tirar a força dos homens que passam por esse Negócio.
Essa empresa... Moxley me desenhou um caminho para a volta aos velhos tempos e olhe onde chegamos. Eu tenho calos e cicatrizes mais velhos que aquele garoto, eu entendia a impossibilidade disso mas admito que esperava mais.
Eu olho em volta e vejo um plano em fracasso. Subordinados pelo grande mestre, vão a merda! Aquele garoto, JTG... Eu entendo, ele quer fazer um nome para si mesmo e você faz isso ao derrotar o mais forte, eu poderia respeitar o caminho caso ele não fosse tão esburacado.
Agindo como uma garota querendo chupar o ovo daquele filho da puta do Moxley. É para isso que saí da aposentadoria? Bem eu não sei, mas nós temos contas a acertar e ele tem uma divida a pagar. Ele pode não saber ainda, mas ele irá pagar e eu coloco a minha palavra nisso.
Eu não vejo isso como uma lição ao garoto. Ele não tem nada para aprender e mostra isso ao se utilizar de truques baratos. Ao baixar a voz quando um igual a levanta. Covarde, fraco... Meu pai me ensinou a não temer homem algum, ele incluso. Ele dizia que se eu temesse a ele, qual a chance que eu teria no mundo?
Eu posso ver que seu pai nada te ensinou, garoto. Suas ações demonstram isso por mais que suas palavras tentem dizer o contrário. Eu nunca irei esquecer de algo que escutei do Velho quando era mais novo "Aquela alma que nada tem a oferecer é preenchida por qualquer uma que a cruzar" e eu venho pensando nisso antes de nossa luta, rapaz.
Isso não são negócios para mim. Ações tem consequências e eu sou o homem que irá te impor cada uma daquelas que você merece. Existe uma dívida como eu disse, você irá pagar dentro das cordas e talvez, apenas talvez, fora delas você deixe de ser uma puta rastejando atrás do sucesso.
Stan Hansen.